Como evoluiu a ética corporativa? O tema ganhou destaque no mundo nos últimos anos, mas é debatido desde a Antiguidade. A ganância de empresários sempre foi vista com desconfiança, dando origem à ideia de que os negócios são amorais.
Desde meados do século XX, porém, autores alertam para a deterioração da moral econômica: mais pessoas descumprindo leis, enganando consumidores, poluindo, lesando acionistas, manipulando contas, deixando de pagar direitos autorais, usando mão de obra infantil ou expondo colaboradores a substâncias tóxicas.
A separação entre negócios e ética
Alguns autores argumentam que essas condutas oportunistas refletem uma separação entre ética e negócios (Fernández, 1993).

A atenção pública ao tema aumentou em 26 de maio de 2006, quando um júri considerou Kenneth Lay, fundador da Enron, culpado de acusações de conspiração e fraude ligadas à ocultação de prejuízos e à superestimação dos lucros da empresa.
O artigo afirma que as fraudes de Lay causaram perdas superiores a US$ 1,2 bilhão aos investidores. A queda da Enron tornou-se um dos colapsos empresariais mais conhecidos dos Estados Unidos e foi seguida por outros escândalos internacionais.
Consciência sobre a ética nos negócios
O movimento pela ética empresarial não é apenas uma resposta à reputação prejudicada das empresas. A atenção renovada ao tema também se apoia no argumento de que condutas antiéticas causam perdas às organizações e aos mercados.
O artigo cita López (2007) sobre os prejuízos financeiros que comportamentos desonestos podem causar às empresas e Murray (2002) sobre como a corrupção pode desestimular investimentos.
A Pesquisa Global de Ética Empresarial de 2019, publicada pela Ethics & Compliance Initiative (ECI), ouviu mais de 18 mil colaboradores em 18 países sobre condutas inadequadas observadas no trabalho.
Segundo o artigo, 30% dos participantes haviam presenciado condutas inadequadas, 21% tinham visto comportamentos considerados abusivos, intimidatórios ou propícios a um ambiente hostil e 75% disseram ter relatado o que observaram.

Na EthicsGlobal acreditamos que a ética faz bem aos negócios. Investir nela pode fortalecer vendas e reputação, prevenir perdas financeiras ligadas a irregularidades e gerar confiança, lealdade e comprometimento entre os colaboradores.
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