Odebrecht e as linhas de denúncias passaram a fazer parte da discussão sobre um dos casos de corrupção mais conhecidos da América Latina.
Antecedentes da Odebrecht
A Odebrecht foi fundada em 1944. O artigo aborda a revelação de um grande esquema de corrupção na América Latina e as oportunidades oferecidas por uma linha de denúncias.
A empresa brasileira era comandada por Marcelo Odebrecht, neto do fundador, e atuava em áreas que iam da engenharia e agricultura à petroquímica.
Segundo números do Departamento de Justiça dos Estados Unidos citados no artigo, a empresa pagou cerca de US$ 788 milhões em propinas entre 2001 e 2016 na Argentina, Colômbia, República Dominicana, México, Equador, Guatemala, Peru, Venezuela, Panamá, Moçambique e Angola.
Como funcionava o esquema de propinas?
Para organizar pagamentos em diferentes países, a Odebrecht teria criado um departamento dedicado às propinas e à documentação necessária para ocultá-las, segundo a fonte jornalística citada no artigo original.
Os pagamentos eram feitos como doações a partidos políticos, autoridades, empresários e sindicatos para vencer licitações ou influenciar leis. No Peru, por exemplo, o artigo diz que a Odebrecht pagou US$ 29 milhões em propinas e obteve mais de US$ 143 milhões em receita.
Quais foram as consequências para a Odebrecht?
O artigo enumera consequências noticiadas à época: pena de dez anos para Marcelo Odebrecht, multa de US$ 3,5 bilhões e possibilidade de dissolução da empresa.
O texto também observa que promotores em países como Colômbia e Peru foram designados para investigar se autoridades de outros países receberam propinas.
No caso do México, o artigo original diz que Emilio Lozoya havia sido apontado em relação às propinas, mas que as investigações ainda não tinham avançado por falta de nomeação de um procurador. Essa descrição corresponde ao momento em que o artigo foi escrito.
Na EthicsGlobal, apoiamos o uso de linhas de denúncias em empresas e instituições para desenvolver uma cultura de compliance e transparência no mundo todo.
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