Como uma empresa pode ser rentável e ética? Este artigo histórico cita o Global Risks Report 2017do Fórum Econômico Mundial e seus alertas sobre desafios sociais, políticos, econômicos e ambientais, além da mudança industrial. Estatísticas e detalhes da certificação refletem aquela época.
O artigo argumenta que empresas precisam de legitimidade social, além de posição no mercado. Ele relembra a reação de grandes companhias americanas às restrições migratórias do primeiro governo de Donald Trump.
O texto descreve uma abordagem empresarial que une sucesso comercial a um propósito social mais amplo. As B Corps aparecem como exemplo de organizações que buscam lucro e impacto social positivo, querendo ser melhores para o mundo.
Uma empresa pode ser rentável e ética?
O movimento B Corp busca usar os mercados para enfrentar questões sociais e ambientais, mesmo quando isso exige uma visão mais longa dos retornos. O artigo de origem cita Capitalism, but With a Little Heartpara defender que rentabilidade pode coexistir com compromissos efetivos com partes interessadas além dos acionistas.
O modelo descrito enfatiza produtos que enfrentam problemas sociais ou ambientais, práticas trabalhistas e ambientais responsáveis e relações justas com comunidades, fornecedores e outras partes interessadas. A certificação envolve avaliação, mas os critérios atuais devem ser conferidos diretamente com a B Lab.
O artigo original afirma que a certificação da B Lab exigia, naquela época, pontuação superior a 80 de 200 na B Impact Assessment. Também menciona remuneração e diversidade como temas avaliados. Normas e processos de certificação podem ter mudado desde 2017.
Rentabilidade e ética podem coexistir
A avaliação também considerava se uma empresa criava impacto positivo por meio da cadeia de fornecimento, inclusive na escolha e na relação com fornecedores. Exemplos incluíam apoiar negócios liderados por mulheres e solicitar compromissos sociais e ambientais. Informações públicas da avaliação podem ajudar consumidores, mas não substituem uma análise crítica.
O artigo também aborda o movimento B Change Maker. Afirma que as B Corps começaram nos Estados Unidos em 2007 e apresenta números de empresas e países certificados da época de 2017. Esses dados são históricos, não atuais.
Ele cita a empresa brasileira de cosméticos Natura como grande participante inicial, seguida pela plataforma de financiamento coletivo Kickstarter, pela companhia de energia Green Mountain Power e pelo Triodos Bank. O texto os usa para mostrar que o modelo atraiu organizações de diferentes portes. Portanto, é possível ser rentável e ética?
Destaque como empresa rentável e ética
A fonte aponta reputação de marca, proteção de metas de sustentabilidade e atração de talentos como motivos para buscar a certificação. Ela cita uma pesquisa da Deloitte de 2015 com millennials; os percentuais são históricos e não foram atualizados aqui.
Em última análise, a questão é se retornos financeiros de longo prazo podem se alinhar à criação de valor social. O artigo defende que a resiliência futura dos negócios pode depender dessa responsabilidade mais ampla.
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Antoni Gutiérrez-Rubí é consultor de comunicação.
Artigo original de Antoni Gutiérrez-Rubí, publicado no Cinco Días: http://cincodias.elpais.com/cincodias/2017/05/24/companias/1495638272_543970.html.