O que é compliance? O termo é comum nos negócios e vale compreender seu significado na prática.
Definição
A palavra compliance significa conformidade com os requisitos aplicáveis.
Ela é amplamente usada nos contextos jurídico e corporativo para descrever como as organizações cumprem deveres e compromissos.
Com redes empresariais e financeiras cada vez mais complexas, regras e controles claros se tornam mais importantes.
Origem e aplicação internacional
Organizações internacionais promovem normas e diretrizes para atividades públicas e privadas. Nas empresas, boas práticas incluem honestidade, imparcialidade, informações claras aos clientes e produtos e serviços confiáveis.
A Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção é uma referência internacional sobre prevenção, criminalização, cooperação e recuperação de ativos.
Suas disposições exigem implementação no sistema jurídico de cada país; a convenção não é, por si só, um manual único de compliance empresarial.
A Convenção Antissuborno da OCDE trata do suborno de agentes públicos estrangeiros em transações comerciais internacionais.
O suborno pode prejudicar a governança, o desenvolvimento sustentável e a concorrência justa.
Esses referenciais incentivam controles eficazes e competição leal com respeito às leis locais.
Nos Estados Unidos, a Foreign Corrupt Practices Act foi promulgada em 1977 para tratar do suborno de agentes estrangeiros e de certas práticas contábeis.
Na Europa, as práticas de compliance também evoluíram em áreas como prevenção à lavagem de dinheiro e funções de controle específicas.
Hoje, compliance relaciona deveres legais, conduta empresarial ética e atuação responsável nos mercados.
Também envolve sistemas para identificar e gerir riscos jurídicos, operacionais e administrativos.

O que é compliance em uma empresa?
Um programa de compliance estabelece expectativas de comportamento e orienta decisões para reduzir o risco de infrações.
Algumas políticas são exigidas por lei ou regulamento; outras refletem compromissos próprios da organização.
Juntas, políticas e procedimentos tornam as expectativas mais claras e coerentes.
Um programa não isenta automaticamente a empresa de responsabilidade civil ou penal. Seu efeito jurídico depende do país, da infração e do funcionamento real dos controles.
Objetivo e função
O primeiro objetivo é identificar e avaliar riscos legais e operacionais da organização.
Outros objetivos incluem:
- Desenvolver políticas e controles para os riscos identificados.
- Apoiar operações responsáveis, transparentes e sustentáveis.
- Prevenir, detectar e tratar possíveis violações.
- Capacitar trabalhadores e partes interessadas relevantes.
- Definir responsabilidades ligadas ao impacto social e aos compromissos da empresa.
Como aplicar compliance em empresas e organizações?
O programa pode reunir políticas e controles em áreas como:
Prevenção de fraudes
Definir condutas proibidas, sinais de alerta, meios de denúncia e respostas adequadas.
Prevenção à lavagem de dinheiro
Quando aplicável, estabelecer medidas para evitar a entrada de recursos ilícitos no sistema financeiro.
Proteção de dados
Definir como informações são coletadas, usadas, armazenadas e protegidas conforme as regras de privacidade aplicáveis.
Conformidade financeira e fiscal
Alinhar processos contábeis e tributários às leis e normas pertinentes à organização.

Como criar um programa de compliance
Um programa precisa de políticas e procedimentos documentados que reflitam riscos reais e orientem a conduta no trabalho.
Eles devem expressar prioridades e orientar decisões, inclusive da alta gestão.
Algumas políticas de pessoal são obrigatórias por lei, conforme o país e o setor.
Um processo prático de gestão de políticas inclui:
Formar uma equipe qualificada
Designar pessoas com conhecimento e autoridade para redigir, revisar, implementar e manter políticas.
As funções podem incluir:
- Comitê de supervisão: líderes e interessados que definem diretrizes e acompanham a aplicação.
- Administradores de documentos: responsáveis por versões, aprovações e acesso às políticas atuais.
- Responsáveis e autores: pessoas que respondem pelo conteúdo e pelo ciclo de vida da política.
- Revisores: especialistas que avaliam e recomendam mudanças.
- Aprovadores: pessoas autorizadas a conceder aprovação final.
Definir uma estratégia
Use uma estratégia clara como referência para o programa de políticas. Comunique-a para que a equipe entenda expectativas e motivos.
Revise o código de ética junto das políticas para manter compromissos coerentes.
Priorizar políticas e procedimentos
Comece pelos riscos mais altos e requisitos legais ou organizacionais mais importantes.
Uma boa gestão de políticas vai além da lista de exigências: ela pode fortalecer a confiança quando a organização cumpre suas próprias regras.
Compliance e o responsável por compliance
Ambos se apoiam na ética corporativa. O programa define controles e expectativas; o profissional de compliance ajuda a avaliar riscos e coordenar sua execução.
Esse profissional precisa de acesso a informações, independência apropriada e apoio da liderança.
O trabalho pode ser organizado em:
Identificação
Mapear obrigações legais e riscos relevantes.
Prevenção
Usar treinamento, comunicação, controles e canais de denúncia para reduzir riscos.
Gestão
Avaliar e investigar preocupações por procedimentos justos e documentados.
Resposta
Adotar medidas corretivas e acompanhar soluções para problemas de ética corporativa.
Perfil do responsável por compliance
Conhecimento
Conhecimentos úteis incluem gestão de riscos, auditoria interna, direito, contabilidade e processos organizacionais.
Experiência
A função se beneficia de experiência em coletar informações e avaliar o funcionamento e os resultados de um programa de compliance.
Formação e credenciais
Cursos especializados podem ajudar, mas nenhum curso isolado ou credencial ISO 37001 é exigido universalmente para a função.
Formação acadêmica
Áreas úteis incluem auditoria, direito, administração, recursos humanos e desenvolvimento organizacional.
Colaboração
O profissional deve trabalhar com diferentes equipes e manter uma visão objetiva sobre riscos e eficácia dos controles.
Boas práticas do responsável por compliance
A função pode contribuir ao:
- Aperfeiçoar processos.
- Manter o julgamento objetivo.
- Reforçar a conduta ética.
- Proteger informações sensíveis.
- Esclarecer responsabilidades.
Curiosidade, imparcialidade, paciência, discernimento e integridade são qualidades valiosas.
Compliance e terceirização
Desenvolver e manter políticas exige tempo, conhecimento e recursos.
Um especialista externo pode ajudar, mas a organização continua responsável por suas obrigações e pela supervisão.
A EthicsGlobal oferece um modelo 360 graus voltado a apoiar programas de compliance e processos empresariais mais consistentes com a cultura corporativa.
Qualquer serviço deve se adaptar às leis e aos riscos de cada lugar onde a empresa atua.
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